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Lockheed Martin

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Image Nota: Para outros significados, veja Lockheed.
Lockheed Martin
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Sede da Lockheed Martin em North Bethesda, Maryland
Razão socialLockheed Martin Corporation
Pública
Cotação
AtividadeSegurança da informação
Fundação15 de março de 1995; há 31 anos (1995-03-15)
SedeBethesda, Maryland, Estados Unidos
Área(s) servida(s)Todo o mundo
PresidenteJames Taiclet
Empregados123,000 (2025)
SubsidiáriasSikorsky
AtivosAumento US$59,84 bilhões (2025)
ReceitaAumento US$75,05 bilhões (2025)
LAJIRAumento US$7,731 bilhões (2025)
Renda líquidaBaixa US$5,017 bilhões (2025)
Antecessora(s)Lockheed Corporation
Martin Marietta
Websitelockheedmartin.com
  • Notas de rodapé / referências
  • [1]

A Lockheed Martin Corporation é uma empresa americana da indústria de defesa e da indústria aeroespacial. Sua sede fica em North Bethesda, Maryland, Estados Unidos. A empresa foi formada pela fusão da Lockheed Corporation com a Martin Marietta em 15 de março de 1995.

A Lockheed Martin opera quatro divisões: Lockheed Martin Aeronautics (39% das receitas de 2024); Lockheed Martin Missiles and Fire Control (18% das receitas de 2024); Lockheed Martin Rotary and Mission Systems (24% das receitas de 2024); e Lockheed Martin Space (18% das receitas de 2024).[2]

Em 2023, era a maior contratada do governo federal dos Estados Unidos, posição que ocupava pelo menos desde 2008. Em 2024, 73% da receita da empresa veio do governo federal, incluindo 65% do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.[2] Em 2024, 26% da receita veio das vendas do caça F-35.[2]

A Lockheed Martin também é contratada do Departamento de Energia dos Estados Unidos e da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA).[3] Também fornece produtos e serviços ao Departamento de Defesa, ao Departamento de Energia, ao Departamento de Agricultura e à Agência de Proteção Ambiental. Está envolvida em vigilância e processamento de informações para a CIA, o FBI, o Internal Revenue Service (IRS), a NSA, o Pentágono, o Departamento do Censo e o Serviço Postal.[4]

A empresa recebeu o Troféu Collier seis vezes, inclusive em 2001 por participar do desenvolvimento do sistema de propulsão LiftFan do X-35/F-35B,[1][5][6] e em 2018 pelo Automatic Ground Collision Avoidance System (Auto-GCAS). Atualmente, a Lockheed Martin produz o F-35 e lidera sua cadeia internacional de suprimentos, chefia a equipe responsável pelo desenvolvimento e implementação de soluções tecnológicas para o novo Space Fence da Força Aérea dos Estados Unidos (substituto do AFSSS)[1] e é a principal contratada para o desenvolvimento do módulo de comando da Orion.[1] A empresa também investe em sistemas de assistência médica, energia renovável, distribuição inteligente de energia e fusão nuclear compacta.[1][7][8]

História

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Década de 1990

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O C-130 Hercules está em produção desde a década de 1950, sendo atualmente produzida a variante C-130J.

As negociações de fusão entre a Lockheed Corporation e a Martin Marietta começaram em março de 1994, e as empresas anunciaram a fusão planejada, avaliada em 10 bilhões de dólares, em 30 de agosto de 1994.[9][10] A sede das empresas combinadas ficaria na sede da Martin Marietta em North Bethesda, Maryland.[11] O acordo foi concluído em 15 de março de 1995, quando os acionistas das duas empresas aprovaram a fusão.[12] Os segmentos das duas empresas que não foram mantidos pela nova companhia formaram a base da L-3 Communications, que se tornou uma contratada de defesa de médio porte. Mais tarde, a Lockheed Martin também separou a empresa de materiais Martin Marietta Materials.[13]

Os executivos da empresa receberam grandes bônus diretamente do governo como resultado da fusão. Norman R. Augustine, então diretor-executivo da Martin Marietta, recebeu um bônus de 8,2 milhões de dólares.[14]

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Lançamento submarino de um UGM-133 Trident II SLBM

As duas empresas contribuíram com produtos importantes para o novo portfólio. Entre os produtos da Lockheed estavam o míssil Trident, a aeronave de patrulha marítima P-3 Orion, os aviões de reconhecimento U-2 e SR-71 Blackbird, o F-117 Nighthawk, o F-16 Fighting Falcon, o F-22 Raptor, o C-130 Hercules, o A-4AR Fightinghawk e o satélite DSCS-3. Entre os produtos da Martin Marietta estavam os foguetes Titan, os Sandia National Laboratories — cujo contrato de administração foi adquirido em 1993 —, o tanque externo do ônibus espacial, os módulos de pouso Viking 1 e Viking 2, o Transfer Orbit Stage — sob subcontrato da Orbital Sciences Corporation — e diversos modelos de satélites.

Em 22 de abril de 1996, a Lockheed Martin concluiu a aquisição dos negócios de eletrônica de defesa e integração de sistemas da Loral Corporation por 9,1 bilhões de dólares; o acordo havia sido anunciado em janeiro. O restante da Loral tornou-se a Loral Space & Communications.[15] Em 16 de julho de 1998, a Lockheed Martin abandonou os planos de uma fusão de 8,3 bilhões de dólares com a Northrop Grumman, devido às preocupações do governo com a possível força do novo grupo; uma empresa Lockheed/Northrop teria controlado 25% do orçamento de aquisições do Departamento de Defesa.[16]

No projeto da Mars Climate Orbiter, a Lockheed Martin forneceu incorretamente à NASA software que usava medições em unidades de força usuais nos Estados Unidos, quando eram esperadas unidades métricas; isso resultou na perda da sonda, a um custo de 125 milhões de dólares.[17][18] O desenvolvimento da espaçonave custou 193 milhões de dólares.[19][20]

Além de seus produtos militares, na década de 1990 a Lockheed Martin desenvolveu o chip de mapeamento de textura para o Sega Model 2 e todo o sistema gráfico do Sega Model 3, utilizados para executar alguns dos jogos de arcade mais populares da época.[21]

Década de 2000

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Antigo edifício Center For Leadership Excellence (CLE) da Lockheed Martin, localizado perto de sua sede corporativa

Em maio de 2001, a Lockheed Martin vendeu a Lockheed Martin Control Systems à BAE Systems.[22] Em 27 de novembro de 2000, a Lockheed havia concluído a venda de seu negócio Aerospace Electronic Systems à BAE Systems por 1,67 bilhão de dólares, em um acordo anunciado em julho de 2000. Esse grupo incluía Sanders Associates, Fairchild Systems e Lockheed Martin Space Electronics & Communications.[23][24] Em 2001, a Lockheed Martin venceu o contrato para construir o F-35 Lightning II; esse foi o maior projeto de aquisição de aviões de caça desde o F-16, com uma encomenda inicial de 3.000 aeronaves. Em 2001, a Lockheed Martin encerrou mediante acordo uma investigação de nove anos conduzida pelo Escritório do Inspetor-Geral da NASA, com auxílio da Defense Contract Audit Agency. A empresa pagou 7,1 milhões de dólares ao governo dos Estados Unidos com base em alegações de que sua predecessora, Lockheed Engineering Science Corporation, havia apresentado à NASA pedidos falsos de reembolso de custos de arrendamento.[25]

Em 8 de julho de 2003, uma fábrica da Lockheed Martin em Meridian, Mississippi, foi palco de um tiroteio em massa de motivação racial, no qual um trabalhador da linha de montagem assassinou seis colegas — cinco deles negros — e feriu oito antes de se matar.[26] Imediatamente após o tiroteio, o presidente da Lockheed Martin recusou-se a informar se dirigentes da empresa já tinham conhecimento de sinais de alerta relacionados ao funcionário.[27] A empresa havia iniciado sua própria investigação sobre o comportamento do trabalhador antes do massacre, após reclamações de vários empregados negros sobre incidentes envolvendo-o. Ele havia recebido ordens para frequentar cursos de controle da raiva e treinamento em diversidade, mas recusou-se.[28]

Em 12 de maio de 2006, The Washington Post informou que, quando Robert Stevens assumiu o controle da Lockheed Martin em 2004, enfrentou o dilema de que, dentro de dez anos, 100 mil dos aproximadamente 130 mil funcionários da empresa — mais de três quartos — estariam se aposentando.[29] Em 31 de agosto de 2006, a Lockheed Martin recebeu um contrato de 3,9 bilhões de dólares da NASA para projetar e construir a cápsula CEV, mais tarde batizada de Orion, para o foguete Ares I do Programa Constellation. Em 2009, a NASA reduziu os requisitos de tripulação da cápsula de seis assentos para quatro, para transporte até a Estação Espacial Internacional.[30]

Em agosto de 2007, a Lockheed Martin adquiriu a 3Dsolve, empresa de Cary, Carolina do Norte, que criava simulações e módulos de treinamento para clientes militares e corporativos.[31] Renomeada Lockheed Martin 3D Learning Systems, a empresa permaneceu em Cary, tendo o fundador da 3D, Richard Boyd, como diretor.[32] O nome acabou sendo abreviado para Lockheed Martin 3D Solutions.[33]

Em 13 de agosto de 2008, a Lockheed Martin adquiriu a unidade de negócios governamentais da Nantero, Inc., empresa que havia desenvolvido métodos e processos para incorporar nanotubos de carbono em dispositivos eletrônicos de nova geração.[34][35] Em 2009, a Lockheed Martin comprou a Unitech.[36]

Década de 2010

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Logotipo da Lockheed Martin utilizado de 2011 a 2022

Em 18 de novembro de 2010, a Lockheed Martin anunciou que fecharia sua unidade em Eagan, Minnesota, até 2013, a fim de reduzir custos e otimizar a capacidade de suas instalações no país.[37] Em janeiro de 2011, a Lockheed Martin concordou em pagar dois milhões de dólares ao governo dos Estados Unidos para encerrar alegações de que a empresa havia apresentado reivindicações falsas em um contrato governamental americano desse valor. As alegações decorriam de um contrato com o Naval Oceanographic Office Major Shared Resource Center, no Mississippi.[38]

Em 25 de maio de 2011, a Lockheed Martin comprou o primeiro sistema de computação quântica da D-Wave. Lockheed Martin e D-Wave passaram a colaborar para aproveitar os benefícios de uma plataforma de computação baseada em um processador de recozimento quântico, aplicado a alguns dos problemas computacionais mais complexos da Lockheed Martin. A empresa estabeleceu um contrato plurianual que inclui um sistema, manutenção e serviços.[39]

Em 28 de maio de 2011, foi noticiado que um ciberataque que utilizava arquivos da EMC anteriormente roubados havia conseguido acessar materiais sensíveis da contratada.[40] Não ficou claro se o incidente envolvendo a Lockheed foi o motivo específico para que, em 1.º de junho de 2011, a nova estratégia militar dos Estados Unidos declarasse explicitamente que um ciberataque poderia constituir casus belli para um ato de guerra convencional.[41]

Em 3 de março de 2012, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) afirmou que a Lockheed Martin havia concordado em encerrar alegações de que a contratada de defesa vendera ferramentas consumíveis com preços superfaturados utilizadas em diversos contratos. Segundo o DOJ, as alegações baseavam-se especificamente no aumento artificial dos custos pela subsidiária Tools & Metals Inc. entre 1998 e 2005, valores que a Lockheed Martin posteriormente repassou ao governo dos Estados Unidos em seus contratos. Além disso, em março de 2006, Todd B. Loftis, ex-presidente da TMI, foi condenado a 87 meses de prisão e ao pagamento de uma multa de 20 milhões de dólares após declarar-se culpado.[42]

Em 10 de julho de 2012, a Lockheed Martin anunciou que cortaria 740 postos de trabalho para reduzir custos e permanecer competitiva, conforme necessário para o crescimento futuro.[43] Em 27 de novembro de 2012, anunciou que Marillyn Hewson se tornaria diretora-executiva da corporação em 1.º de janeiro de 2013.[44]

Em 7 de janeiro de 2013, a Lockheed Martin Canada anunciou que adquiriria os ativos de manutenção, reparo e revisão de motores da Aveos Fleet Performance em Montreal, Quebec, Canadá. Em 20 de fevereiro de 2013, a Lockheed Martin Corp. chegou a um acordo perante o United States District Court for the Southern District of New York, concordando em pagar 19,5 milhões de dólares para encerrar uma ação coletiva por fraude de títulos que acusava a empresa de enganar acionistas quanto às perspectivas de sua divisão de tecnologia da informação.[45] Em 3 de julho de 2013, a Lockheed Martin anunciou parceria com a DreamHammer para utilizar o software da empresa no comando e controle integrados de seus veículos aéreos não tripulados.[46] A Lockheed Martin uniu-se à Bell Helicopter para propor o V-280 Valor, um convertiplano, para o programa Future Vertical Lift (FVL).[47] Em setembro de 2013, a Lockheed Martin adquiriu a empresa de tecnologia Amor Group, sediada na Escócia, afirmando que o negócio ajudaria seus planos de expansão internacional e para mercados não relacionados à defesa.[48] Em 14 de novembro de 2013, a Lockheed anunciou que fecharia sua unidade em Akron, Ohio, demitindo 500 funcionários e transferindo outros para diferentes instalações.[49]

Em outubro de 2013, a Lockheed anunciou que esperava concluir um contrato de 2,2 bilhões de dólares com a Força Aérea dos Estados Unidos para dois satélites avançados de comunicações militares.[50]

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F-35 Lightning II da Lockheed Martin

Em março de 2014, a Lockheed Martin adquiriu a Beontra AG, fornecedora de ferramentas integradas de planejamento e previsão de demanda para aeroportos, com a intenção de expandir seus negócios em soluções comerciais de tecnologia da informação aeroportuária.[51] Também em março, anunciou a aquisição da Industrial Defender Inc.[52] Em 2 de junho de 2014, recebeu do Pentágono um contrato para construir um sistema de vigilância espacial que rastrearia detritos, evitando que danificassem satélites e espaçonaves.[53]

Em 20 de dezembro de 2014, a Lockheed Martin Integrated Systems concordou em encerrar uma ação relacionada à False Claims Act pagando 27,5 milhões de dólares, solucionando alegações de que havia conscientemente cobrado em excesso dos contribuintes por trabalho realizado por funcionários da empresa que não possuíam as qualificações essenciais exigidas pelo contrato.[54]

Em 20 de julho de 2015, a Lockheed Martin anunciou planos de comprar a Sikorsky Aircraft da United Technologies Corporation por 7,1 bilhões de dólares.[55][56] O Pentágono criticou a aquisição por reduzir a concorrência.[57] Em novembro de 2015, a aquisição recebeu aprovação regulatória final do governo chinês,[58] com custo total de nove bilhões de dólares.[59] Dan Schulz foi nomeado presidente da empresa Sikorsky da Lockheed Martin.[60] A Lockheed Martin apresentou esboços de uma aeronave de transporte estratégico bimotora de corpo e asa integrados, semelhante em tamanho ao C-5.[61] Em 31 de março de 2015, a Marinha dos Estados Unidos concedeu à Lockheed Martin um contrato de 362 milhões de dólares para a construção do navio LCS 21 da classe Freedom e 79 milhões de dólares para a aquisição antecipada de itens para o LCS 23. Os navios da classe Freedom são construídos pela Fincantieri Marinette Marine em Marinette, Wisconsin.[62] Em dezembro de 2015, a Lockheed recebeu um contrato de 867 milhões de dólares por sete anos para treinar a próxima geração de pilotos militares da Austrália. O acordo também previa a opção de estender o contrato por 26 anos, o que aumentaria significativamente seu valor.[63]

Em agosto de 2016, as Forças Marítimas Canadenses testaram um sistema integrado de combate submarino desenvolvido pela Lockheed Martin. O teste marcou o primeiro uso canadense do sistema de combate com o torpedo pesado MK 48, variante 7AT.[64] No mesmo mês, foi concluído um acordo para fundir a Leidos com todo o negócio Information Systems & Global Solutions (IS&GS) da Lockheed Martin.[65][66]

Em maio de 2017, durante uma visita do presidente Donald Trump à Arábia Saudita, a Arábia Saudita assinou acordos comerciais no valor de dezenas de bilhões de dólares com empresas americanas, entre elas a Lockheed Martin.[67]

Em 13 de agosto de 2018, a Lockheed Martin anunciou ter obtido um contrato de 480 milhões de dólares da Força Aérea dos Estados Unidos para desenvolver um protótipo de arma hipersônica. Um míssil hipersônico pode percorrer uma milha por segundo. Esse foi o segundo contrato de armas hipersônicas obtido pela empresa; o primeiro também havia sido concedido pela Força Aérea, no valor de 928 milhões de dólares, e anunciado em abril de 2018.[68][69]

Em 29 de novembro de 2018, a Lockheed Martin recebeu da NASA um contrato do Commercial Lunar Payload Services, que a tornou elegível para concorrer à entrega de cargas científicas e tecnológicas à Lua para a NASA, no valor de 2,6 bilhões de dólares.[70] A empresa planejava propor formalmente um módulo de pouso chamado McCandless Lunar Lander, em homenagem ao falecido astronauta e ex-funcionário da Lockheed Martin Bruce McCandless II, que em 1984 realizou a primeira caminhada espacial livre sem cabo de segurança preso ao ônibus espacial em órbita, utilizando um propulsor individual construído pela empresa.[71] O módulo seria baseado no projeto bem-sucedido dos módulos marcianos Phoenix e InSight.[72]

Em 11 de abril de 2019, às 18h35 no horário do leste dos Estados Unidos, um satélite Arabsat-6A foi lançado com sucesso do Complexo de Lançamento 39A. Esse satélite é um de dois, sendo o outro o HellasSat 4/SaudiGeoSat-1, e eles são os "satélites comerciais de comunicações mais avançados já construídos pela" Lockheed Martin.[73]

Artemis II Orion
Montagem da Orion da missão Artemis II da NASA, em 7 de março de 2025

Em 23 de setembro de 2019, a Lockheed Martin e a NASA assinaram um contrato de 4,6 bilhões de dólares para construir seis ou mais cápsulas Orion para o programa Artemis da NASA, destinado a enviar astronautas à Lua.[74]

Década de 2020

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O presidente Joe Biden em uma instalação da Lockheed Martin em Troy, Alabama, em 3 de maio de 2022

Em janeiro de 2020, o Naval Sea Systems Command concedeu à Lockheed Martin um contrato de 138 milhões de dólares relacionado ao AEGIS Combat System Engineering Agent (CSEA). A unidade Rotary and Mission Systems (RMS) da empresa deveria desenvolver, integrar, testar e entregar o sistema de combate integrado AEGIS Advanced Capability Build (ACB) 20. A Lockheed trabalharia no AEGIS em Nova Jérsia, com conclusão do projeto prevista para dezembro de 2020.[75] No mesmo mês, o Pentágono encontrou pelo menos 800 defeitos de software nos caças F-35 da Lockheed Martin pertencentes às Forças Armadas dos Estados Unidos, durante uma revisão anual. As revisões de 2018 e 2019 também haviam identificado grande número de falhas.[76] Em fevereiro de 2020, a Lockheed Martin adquiriu a tecnologia de software de satélites GalacticSky da Vector Launch Inc. por 4,25 milhões de dólares, depois que um tribunal de falências não recebeu outras propostas até o prazo de 21 de fevereiro.[77][78] Em 16 de março de 2020, a Lockheed Martin anunciou que James D. Taiclet substituiria Marillyn Hewson como diretor-executivo, com vigência em 15 de junho.[79] Em janeiro de 2021, Taiclet também se tornou presidente do conselho de administração.[80]

A Lockheed Martin foi sancionada pelo governo chinês em julho de 2020,[81] em outubro de 2020[82] e em fevereiro de 2023, devido à venda de armas a Taiwan.[83] Em 20 de dezembro de 2020, foi anunciado que a Lockheed Martin adquiriria a Aerojet Rocketdyne Holdings por 4,4 bilhões de dólares.[84] Esperava-se que a aquisição fosse concluída no primeiro trimestre de 2022.[85] Em 13 de fevereiro de 2022, a Lockheed abandonou o acordo após a desaprovação dos órgãos reguladores.[86][87]

Em 2022, devido à invasão da Ucrânia pela Rússia, grandes fabricantes de armas, entre eles a Lockheed Martin,[88] relataram um forte aumento nas vendas e nos lucros intermediários.[89][90][91] Em maio de 2023, a Lockheed criou uma nova subsidiária de microeletrônica, ForwardEdge ASIC, para projetar circuitos integrados de aplicação específica personalizados para seus clientes.[92][93]

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Protesto pró-Palestina pedindo um embargo de armas contra Israel na Lockheed Martin UK, em Havant, Inglaterra, em 17 de junho de 2025

Em novembro de 2023, ações diretas foram realizadas contra empresas de armamentos nos Estados Unidos e no Reino Unido, incluindo a Lockheed Martin,[94][95] que forneciam armas a Israel durante a Guerra de Gaza.[96] Em 2025, a Lockheed Martin foi incluída em um relatório das Nações Unidas sobre empresas apontadas como cúmplices no Genocídio na Faixa de Gaza.[97][98]

Em março de 2024, a Lockheed Martin apresentou uma proposta para adquirir a Terran Orbital.[99] Em 28 de junho de 2024, o Exército dos Estados Unidos concedeu à empresa um contrato de 4,5 bilhões de dólares para fornecer mísseis Patriot Advanced Capability-3 (PAC-3). O contrato incluía 870 mísseis PAC-3 MSE e equipamentos relacionados. A Lockheed ficou encarregada de fabricar a versão mais recente desses interceptadores, com cada míssil PAC-3 MSE custando aproximadamente quatro milhões de dólares, segundo documentos orçamentários do Exército.[100]

Em 9 de outubro de 2024, a Lockheed Martin anunciou a nomeação de Chauncey McIntosh como vice-presidente e gerente-geral do programa F-35 Lightning II, com vigência em 1.º de dezembro de 2024. Ele sucedeu Bridget Lauderdale, que se aposentou após 38 anos na empresa.[101] Em dezembro de 2024, a Lockheed Martin anunciou a criação de uma subsidiária, Astris AI, que ajudaria empresas de defesa dos Estados Unidos a incorporar inteligência artificial às suas operações.[102]

Em maio de 2026, a empresa ampliou ainda mais sua capacidade de produção de mísseis com a construção de uma nova fábrica de munições de 87 mil pés quadrados no Alabama, destinada à produção de interceptadores THAAD. A instalação faz parte de um plano de investimentos mais amplo, de aproximadamente oito a nove bilhões de dólares até 2030, destinado a aumentar a produção geral de mísseis.[103]

Finanças

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Vendas por área de negócios (2023)[104]
Área Participação
Aeronautics 40,7%
Rotary and Mission Systems 24,0%
Space 18,7%
Missiles and Fire Control 16,7%

No ano fiscal de 2020, a Lockheed Martin registrou lucro de 6,833 bilhões de dólares e receita anual de 65,398 bilhões, aumento de 9,3% em relação ao ano anterior.[105] A carteira de pedidos pendentes era de 144 bilhões de dólares no fim de 2019, ante 130,5 bilhões no fim de 2018. Os pedidos firmes totalizavam 94,5 bilhões no fim de 2019.[106] Suas ações eram negociadas acima de 389 dólares por ação.[107] Sua capitalização de mercado era avaliada em 109,83 bilhões de dólares no fim de 2019.[108] A Lockheed Martin ficou na 60.ª posição da lista Fortune 500 de 2019 das maiores corporações dos Estados Unidos por receita total, ante a 59.ª posição em 2018.[109]

Vendas por região (2023)[104]
Região Participação
Estados Unidos 73,9%
Europa 10,4%
Ásia-Pacífico 8,7%
Oriente Médio 5,3%
Outros 1,8%
Ano Receita
em milhões de US$
Lucro líquido
em milhões de US$
Ativos totais
em milhões de US$
Preço por ação
em US$
Funcionários
2005[110] 37.213 1.825 27.744 41,78
2006[111] 39.620 2.529 28.231 54,52
2007[112] 41.862 3.033 28.926 70,93
2008[113] 41.372 3.217 33.439 71,54
2009[114] 43.867 2.973 35.111 55,94
2010[115] 45.671 2.878 35.113 57,35
2011[116] 46.499 2.655 37.908 60,85
2012[117] 47.182 2.745 38.657 73,10
2013[118] 45.358 2.981 36.188 97,53 115.000
2014[119] 39.946 3.614 37.046 151,21 112.000
2015[120] 40.536 3.605 49.304 187,00 126.000
2016[121] 47.248 5.302 47.806 226,05 97.000
2017[122] 51.048 2.002 46.521 280,65 100.000
2018[123] 53.762 5.046 44.876 261,84[124] 105.000
2019[106] 59.812 6.230 47.528 389,38[107] 110.000
2020[125] 65.398 6.833 50.710 354,98[126] 114.000
2021[127] 67.044 6.315 50.873 355,41[128] 114.000
2022[129] 65.984 5.732 52.880 486,49[130] 116.000
2023[131] 67.571 6.920 52.456 453,24[132] 122.000
2024[2] 71.043 5.336 55.617 485,94 121.000
2025[1] 75.048 5.017 59.840 488,87 123.000

Prejuízo no programa confidencial no segundo trimestre de 2025

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Os lucros da Lockheed caíram acentuadamente, em 80%, no segundo trimestre de 2025, devido a um programa aeroespacial altamente confidencial do governo dos Estados Unidos que o diretor-executivo James Taiclet descreveu como "mágico".[133] O prejuízo decorrente do desenvolvimento do programa aeroespacial confidencial, descrito como "revolucionário", totalizou 1,6 bilhão de dólares.[134] Taiclet afirmou que os investidores não poderiam conhecer detalhes do programa aeroespacial confidencial "mágico" por muitos anos.[133] Durante a mesma teleconferência de resultados, a Lockheed reconheceu a existência de um programa confidencial da divisão Missiles and Fire Control (MFC), também descrito como revolucionário.[134]

Organização

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Principais áreas de negócios

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Outras áreas de negócios

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Operações internacionais

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  • Lockheed Martin UK
  • Lockheed Martin Canada
  • Lockheed Martin Australia

Operações corporativas

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  • Operações da sede corporativa
  • Funções corporativas internas: ética, finanças, recursos humanos, jurídico etc.[135]
  • Lockheed Martin Advanced Technology Laboratories

Subsidiárias integrais

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  • ForwardEdge ASIC
  • Lockheed Martin Finance Corporation
  • LMC Properties

Empreendimentos conjuntos

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Negócios alienados

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  • Pacific Architects and Engineers (PAE) Holding, Inc.[137]
  • SIM Industries — vendida à CAE[138]

Governança corporativa

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Conselho de administração

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O conselho de administração é composto por 14 integrantes. Em 2020, entre seus membros estavam:[139]

  • Daniel Akerson (desde 2014)
  • David Burritt (desde 2008)
  • Bruce Carlson (desde 2015)
  • Joseph F. Dunford (desde 2020)
  • James Ellis (desde 2004)
  • Thomas Falk (desde 2010)
  • Ilene S. Gordon (desde 2016)
  • Vicki A. Hollub (desde 2018)
  • Jeh Johnson (desde 2018)
  • Debra L. Reed-Klages (desde 2019)
  • James D. Taiclet (desde 2018)

Diretor-executivo

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Presidente do conselho

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  • Robert J. Stevens (2005–2013)
  • Marillyn Hewson (2014–2021)
  • James D. Taiclet (2021–presente)[140]

Propriedade

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Em dezembro de 2023, as ações da Lockheed Martin eram detidas principalmente por investidores institucionais, como State Street Corporation, The Vanguard Group, BlackRock, Capital Group Companies e outros.[141]

Maiores acionistas em dezembro de 2023
Acionista País Ações Percentual Valor em milhares de US$
State Street Corporation EUA 37.049.916 15,33% US$ 16.113.379
The Vanguard Group EUA 22.099.137 9,15% US$ 9.611.136
BlackRock Inc. EUA 18.158.813 7,51% US$ 7.897.449
Charles Schwab Corporation EUA 5.637.923 2,33% US$ 2.451.989
Morgan Stanley EUA 5.206.242 2,15% US$ 2.264.247
Capital World Investors EUA 5.031.450 2,08% US$ 2.188.228
Geode Capital Management, LLC EUA 4.559.183 1,89% US$ 1.982.834
FMR, LLC EUA 4.351.452 1,80% US$ 1.892.490
Bank of America EUA 3.209.854 1,33% US$ 1.395.998
Wellington Management Company EUA 2.807.469 1,16% US$ 1.220.996
Total 179.583.655 100%

Críticas

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A Lockheed Martin é apontada como a maior contratada do governo dos Estados Unidos e ocupa o primeiro lugar em número de ocorrências e o quinto em valor de acordos no banco de dados de "má conduta de contratadas" mantido pelo Project on Government Oversight, grupo de fiscalização sediado em Washington, D.C. Desde 1995, a empresa concordou em pagar 676,8 milhões de dólares para encerrar 88 casos de má conduta.[142]

Em 2015, a Lockheed Martin concordou em pagar 4,7 milhões de dólares para encerrar acusações de que havia utilizado ilegalmente dinheiro dos contribuintes para fazer lobby junto ao governo federal com o objetivo de bloquear concorrentes, inclusive canalizando recursos por meio de sua subsidiária Sandia Corporation.[143][144] O caso envolveu a contratação da ex-deputada Heather Wilson, uma das ex-parlamentares mais influentes do setor de defesa, como lobista não registrada para manter os lucrativos contratos da Lockheed com laboratórios de armas nucleares.[144][145] De forma mais ampla, comentaristas criticaram a Lockheed Martin e outras empresas do setor de armamentos pelo uso de gastos sigilosos e dark money para influenciar a política de defesa, levantando preocupações sobre menor prestação de contas e riscos à segurança nacional.[146]

Em 2013, o tenente-general Christopher Bogdan criticou o programa de caça F-35 da empresa. O general afirmou: "Quero que ambas comecem a agir como se quisessem continuar por aqui por 40 anos ... Quero que assumam parte do risco desse programa. Quero que invistam na redução de custos. Quero que façam as coisas que construirão uma relação melhor. Ainda não estou recebendo todo esse amor."[147] A crítica ocorreu após críticas anteriores do ex-secretário de Defesa Robert Gates ao mesmo programa.[148]

A Lockheed Martin destacou os conflitos em Gaza e na Ucrânia como possíveis oportunidades de crescimento futuro da receita.[149]

Em março de 2026, um painel do Tribunal de Apelações dos Estados Unidos para o Quinto Circuito reativou uma ação qui tam em United States ex rel. Ferguson v. Lockheed Martin Corp.[150] O caso envolve alegações de que a empresa violou a Truth in Negotiations Act e a False Claims Act ao fornecer dados imprecisos sobre custos de mão de obra durante negociações do programa F-35.[151]

Segundo a revista Politico, a Lockheed Martin possui "uma rede política que já é motivo de inveja para seus concorrentes", e seus contratos desfrutam de amplo apoio bipartidário no Congresso dos Estados Unidos porque a empresa "aperfeiçoou a estratégia de distribuir empregos de programas de armamentos em estados e distritos eleitorais importantes".[152] Os gastos da empresa com lobby em 2022 foram de 13,6 milhões de dólares — em 2009, haviam totalizado 13,7 milhões.[153][154]

Por meio de seu comitê de ação política (PAC), a empresa fornece níveis reduzidos de apoio financeiro a candidatos que defendem a defesa nacional e questões empresariais relacionadas.[155] Em janeiro de 2011, era a maior contribuinte para o presidente do Comitê de Serviços Armados da Câmara, o republicano Buck McKeon, da Califórnia, com mais de 50 mil dólares doados no ciclo eleitoral. Também foi a maior doadora do senador Daniel Inouye (D-Havaí), que presidiu o Comitê de Apropriações do Senado antes de morrer em 2012.[4]

O Lockheed Martin Employees Political Action Committee está entre os cinquenta maiores comitês do país, segundo dados da FEC. Com contribuições de três mil funcionários, doa 500 mil dólares por ano a cerca de 260 candidatos à Câmara e ao Senado.[156]

Em 2025, a Lockheed Martin esteve entre os doadores que financiaram a demolição da Ala Leste promovida pelo governo Trump e a construção planejada de um salão de baile.[157] Um relatório de 2026 concluiu que nenhum outro doador do projeto do salão de baile de Trump recebeu posteriormente mais contratos do governo federal do que a Lockheed Martin.[158]

A alta administração é composta pelo diretor-executivo (CEO), pelo diretor financeiro (CFO) e pelos vice-presidentes executivos (EVPs) de quatro áreas de negócios.[159][160] Os EVPs são responsáveis pela gestão dos principais programas.[161]

Em 16 de março de 2020, a Lockheed anunciou que a diretora-executiva Marillyn Hewson se tornaria presidente executiva e seria sucedida no cargo de CEO por James Taiclet em 15 de junho. Na época, Taiclet chefiava a American Tower e anteriormente havia sido presidente da Honeywell Aerospace e, antes disso, vice-presidente da United Technologies Corporation. A Lockheed também anunciou que criaria o cargo de diretor de operações, para o qual o então EVP Frank A. St John seria promovido.[162]

Os funcionários de cada programa são organizados em quatro níveis: nível 1, gerente de programa/vice-presidente; nível 2, equipes funcionais — finanças, engenheiro-chefe, qualidade, operações etc.; nível 3, equipes integradas de produto (IPTs) — desenvolvimento de sistemas de armas, integração de sistemas de armas etc.; e nível 4, desenvolvimento detalhado do produto. Os trabalhadores do chão de fábrica ou que atuam diretamente no produto pertencem a equipes de montagem de componentes.[163] A Lockheed Martin administra e mantém sua relação com esses trabalhadores por meio de seus supervisores e sindicatos.[164]

A Lockheed Martin administra seus funcionários por meio dos programas Full Spectrum Leadership e LM21.[165] O programa LM21 baseia-se nos princípios do Six Sigma, técnicas destinadas a aumentar a eficiência. A alta administração forma conselhos de liderança e designa gerentes para facilitar eventos Kaizen, voltados a processos específicos de melhoria. Um gerente facilita equipes e processos envolvendo partes interessadas e fornecedores para simplificar a implementação dos processos.[166][167][163]

Os líderes funcionais de nível 2 e os líderes das IPTs de nível 3 respondem ao nível 1. Os líderes das IPTs são responsáveis por sistemas ou produtos inteiros definidos pelo escopo de trabalho do contrato.[163]

Para controlar a qualidade, a Lockheed Martin treina e forma equipes IPT[163] e assegura a execução correta do trabalho por meio de um sistema de Technical Performance Measure (TPM), que enfatiza seus processos Lean e Six Sigma. A gerência intermediária utiliza mecanismos de compromisso semelhantes às teorias de alto comprometimento e de relações humanas.[168]

Os funcionários do chão de fábrica montam aeronaves utilizando um processo de manufatura enxuta Flow-to-takt,[169] que utiliza características tanto da divisão do trabalho quanto da administração científica. Ao separar tarefas de acordo com as peças, a Lockheed Martin utiliza a teoria da divisão do trabalho;[170] a especialização em uma área específica gera eficiência.[carece de fontes?]

Metodologia Double Helix

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A "metodologia Double Helix" é uma metodologia de desenvolvimento de sistemas utilizada pela Lockheed Martin. Ela combina experimentação, tecnologia e o conceito de operações de um combatente para criar novas táticas e armas.[171]

Ver também

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Referências

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Leitura adicional

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Ligações externas

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